<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"><channel><title><![CDATA[ASSOCIAÇÃO BARREIRO - PATRIMÓNIO MEMÓRIA E FUTURO]]></title><description><![CDATA[Articles]]></description><link>http://barreiroweb.com/movimento/</link><copyright><![CDATA[Copyright ASSOCIAÇÃO BARREIRO - PATRIMÓNIO MEMÓRIA E FUTURO]]></copyright><generator>sNews CMS</generator><item><title><![CDATA[1ª SESSÃO do Projecto: “AS VOZES DA NOSSA MEMÓRIA”]]></title><description><![CDATA[  
  
  Esta primeira Sessão foi dedicada ao Cante Alentejano no Barreiro.Decorreu na Escola Secundária de Santo André, no dia 2 de Maio, e teve como protagonista o Grupo Coral Alentejano “Os Amigos do Barreiro”.  
  O Grupo cantou a primeira moda. Estava dado o “sinal”!  
  Nos minutos seguintes começaram a surgir as primeiras “levas” de alunos, e professores. Saíram das salas e foram presenciar a actuação do Grupo, que aparecia no video passado no espaço-aula.  

  O  Grupo desfilou, até ao Auditório, numa sonoridade que fazia apetecer ouvir o Alentejo. No caminho, ainda tempo para olhar a Exposição que ilustra o próprio Projecto.  
  O Auditório ficou cheio.  Por volta das 11 horas iniciou-se a actuação com a moda “Vou-me embora para Lisboa”. Esta moda serviu para exemplificar como se desenvolve o Cante. As explicações dadas, pelo mestre em cante alentejano Jorge Moniz, ilustravam o que se ía ouvindo!  
  Jorge Moniz salientou que o cante  tem peculiaridades de região para região. O cante da margem esquerda do Guadiana, do “Campo Branco” (Castro Verde, Aljustrel e Almodôvar), das “terras do Barro” (Ferreira, Cuba, Beja, etc), do “Alto Alentejo”, é diferente do cante da margem direita. O Grupo Coral “Os Amigos do Barreiro” tem cultivado esse “cante” diversificado, mantendo as características das “modas” de cada Região.  
  O alinhamento da actuação do Grupo integrou as seguintes modas: “Tenho no quintal um limoeiro”; Tocando o gado nas feiras”; “É tão grande o Alentejo”; “Venho do norte da Alemanha”;  “Tenho no quintal uma roseira”; “Eu ouvi um passarinho”, e ainda “Os mineiros”.  
  Muitas foram as palmas que ecoaram. Esta Sessão terminou mas o Projecto  “AS VOZES DA NOSSA MEMÓRIA” é mais vasto!      
  A “ASSOCIAÇÃO Barreiro - Património Memória e Futuro”, uma das promotoras deste Projecto, agradece a amabilidade e recepção que caraterizou a Escola que nos recebeu.  
  Quisemos divulgar um Grupo que, com a força na voz e o Alentejo na alma, continua a perpetuar o “cante” alentejano. A sua preservação deve ser uma preocupação colectiva e um acto de resistência cultural.  
  A próxima actuação de “Os Amigos do Barreiro” está prevista para a  noite de 27 de Maio, no Parque da Cidade.  
  Venha ouvi-los e ver a  Exposição “AS VOZES DA NOSSA MEMÓRIA”.  
  Associação-BPMF  
]]></description><pubDate>Wed, 04 May 2011 03:03:10 +0000</pubDate><link>http://barreiroweb.com/movimento/home/1-sesso-do-projecto-as-vozes-da-nossa-memria/</link><guid>http://barreiroweb.com/movimento/home/1-sesso-do-projecto-as-vozes-da-nossa-memria/</guid></item><item><title><![CDATA[Petição]]></title><description><![CDATA[  

    
  “ARDEU O MOINHO DE MARÉ DO BRAAMCAMP,&nbsp; ARDEU 
PARTE SIGNIFICATIVA DO NOSSO PATRIMÓNIO HISTÓRICO LOCAL, DO NOSSO PRESENTE E 
FUTURO!”      
    
  
Ver actuais Signatários   |
  
ASSINAR esta Petição      
    O Moinho de Maré do 
Braamcamp ardeu, por clara negligência do seu actual proprietário, o Banco 
Comercial Português (BCP).    
    Ardeu parte importante do 
nosso património colectivo. Os moinhos de maré e de vento, que no Concelho do 
Barreiro, atingiram uma importância primeira na economia do Estuário do Tejo, 
são peças fundamentais da história da nossa indústria das moagens e 
consequentemente do nosso desenvolvimento industrial, quer durante o período da 
Expansão Marítima Portuguesa, quer no processo de transformação do Barreiro, 
durante o séc..XIX, fazendo-nos entrar na era da proto -industrialização.    
    Este era o maior dos moinhos 
de maré, ainda existentes, o que se encontrava em melhor estado de conservação e 
num sítio emblemático, em termos de património natural e de história local.    
    O Banco Comercial Português 
(BCP) não é só o actual proprietário de um terreno na Ponta do Mexilhoeiro, que, 
pelo seu excepcional enquadramento paisagístico, se torna “apetecível”.    
    O Banco Comercial Português 
(BCP), actual proprietário deste terreno, é, também e por isso mesmo, fiel 
depositário de uma parte significativa da nossa história, materializada no 
moinho de maré que agora ardeu, na casa do moleiro, no cais de embarque, e num 
solar.    
      Por isso, queremos 
exigir:      
      1.       
que o BCP, respeitando os barreirenses e a sua história, e perante os factos 
ocorridos, faça as obras necessárias à recuperação do moinho e tome todas as 
providências adequadas à salvaguarda do património que se encontra na antiga 
Quinta do Braamcamp;    
      2.     
  que seja realizada a devida investigação 
criminal, para apuramento de responsabilidades;    
      3.       
que a Assembleia da República, o Ministério da Cultura e o IGESPAR, a Assembleia 
Municipal, a Câmara Municipal e as Juntas de Freguesia do Barreiro, de acordo 
com a legislação existente e as respectivas competências legais, actuem em 
defesa deste património que guarda a nossa história e identidade.    
      Pela defesa da nossa 
história e património subscreve-se esta petição      , 
nos termos e para os efeitos da Lei 43/90 de 10 de Agosto, para ser apresentada 
ao Banco Comercial Português, à Assembleia da República, ao Ministério da 
Cultura e IGESPAR, à Assembleia Municipal, Câmara Municipal e Juntas de 
Freguesia do Barreiro.    &nbsp;    
    
  
Ver actuais Signatários   |
  
ASSINAR esta Petição      

  
]]></description><pubDate>Sun, 06 Mar 2011 03:43:42 +0000</pubDate><link>http://barreiroweb.com/movimento/home/peticao/</link><guid>http://barreiroweb.com/movimento/home/peticao/</guid></item><item><title><![CDATA[O MOINHO DE MARÉ DO BRAAMCAMP]]></title><description><![CDATA[  

    “ARDEU O MOINHO DE MARÉ DO BRAAMCAMP,      
    ARDEU PARTE SIGNIFICATIVA DO NOSSO PATRIMÓNIO HISTÓRICO 
LOCAL!”    
  
  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A&nbsp; Associação Barreiro - Património, Memória e Futuro, tendo como razão de 
ser a divulgação e defesa da nossa história e património, vem exigir o 
apuramento de responsabilidades relativamente ao fogo que destruiu o Moinho de 
Maré do Braamcamp e exigir, também, a reconstrução imediata deste bem de valor 
comunitário, porque ardeu parte significativa do nosso património.  
  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Moinho de Maré do Braamcamp ardeu, por clara negligência do seu 
actual proprietário, o Banco Comercial Português (BCP).  
  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Este era o maior dos moinhos de maré, ainda, existentes, o que se 
encontrava em melhor estado de conservação e num sítio emblemático, em termos de 
património natural e de história local.  
  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os moinhos de maré, que no Concelho do Barreiro, atingiram uma 
importância primeira na economia do Estuário do Tejo, são peças fundamentais da 
história da indústria das moagens e consequentemente do nosso desenvolvimento 
industrial, quer no período da Expansão Marítima Portuguesa, quer no processo de 
transformação do Barreiro, no SEC. XIX, fazendo-nos entrar na era da 
proto-industrialização.  
  
  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Banco Comercial Português (BCP) não é só o actual proprietário 
de um terreno na Ponta do Mexilhoeiro, que, pelo seu excepcional enquadramento 
paisagístico, se torna “apetecível”. O Banco Comercial Português (BCP), actual 
proprietário deste terreno, é, também e por isso mesmo, fiel depositário de uma 
parte significativa da nossa história, materializada no moinho de maré que, 
agora, ardeu, na casa do moleiro, no cais de embarque e num solar.  
  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Porém, queremos, ainda e apesar de tudo o que aconteceu, 
continuar a acreditar na responsabilidade e idoneidade desta instituição 
bancária, com a qual muitos barreirenses estabelecem laços de fidelização 
relativamente aos seus bens, depósitos e outras operações bancárias.  
  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por isso, queremos afirmar, sem que seja em vão, que o BCP, 
respeitando os barreirenses e a sua história e perante os factos ocorridos, fará 
as obras necessárias à recuperação do moinho e tomará todas as providências 
adequadas à salvaguarda do património que se encontra na antiga Quinta do 
Braamcamp.  
  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pela defesa da nossa história e património, pela defesa do nosso 
presente e futuro a Associação – Barreiro, Património, Memória e Futuro convida 
todos os barreirenses a subscreverem, em www.patrimoniobarreiro.org, uma 
petição, que será apresentada ao Banco Comercial Português, à Assembleia da 
República, ao Ministério da Cultura e IGESPAR, à Assembleia Municipal, Câmara 
Municipal e Juntas de Freguesia do Barreiro.  
  &nbsp; Associação Barreiro - Património, Memória e Futuro  

  
]]></description><pubDate>Sun, 06 Mar 2011 03:23:38 +0000</pubDate><link>http://barreiroweb.com/movimento/patrimonio/o-moinho-de-mar-do-braamcamp/</link><guid>http://barreiroweb.com/movimento/patrimonio/o-moinho-de-mar-do-braamcamp/</guid></item><item><title><![CDATA[DA LINHA DO SUL AO CENTRO HISTÓRICO FERROVIÁRIO DO BARREIRO]]></title><description><![CDATA[  

  Celebrar 150 Anos do Caminho de Ferro no Barreiro significa valorizar um 
passado, 
relativamente recente, que persiste vivo no quotidiano e na memória de muitos 
barreirenses nas suas componentes materiais e simbólicas.  
  Significa, ainda, falar 
da ruptura que se opera com o sector primário e do desenvolvimento do 
processo de industrialização, que o Caminho de Ferro facilita e no qual 
participa, ajudando a construir o Barreiro Contemporâneo.  
  Mas celebrar é também projectar, 
permitam-me, pois, por breves instantes, recuar no tempo, porque o 
conhecimento da nossa história e identidade é essencial para o estímulo de 
soluções futuras, conferindo-lhes coerência.  

  O Barreiro Moderno é herdeiro de um precoce destino industrial, fomentado pela 
nossa localização geográfica no estuário do Tejo, 
lugar de sínteses técnicas e culturais ao longo dos séculos - frente à 
Capital. Percurso servido por importantes recursos: madeira, carvão, 
azougue, areias sílicas e argilosas, sal, vinho e pelos rios Tejo e Coina 
acessibilidades fundamentais, lugares do nosso encontro.  
  Ao longo dos séculos este território, através de unidades produtivas 
especializadas, ocupou posição de destaque nos processos de desenvolvimento do 
País, com relevo para os períodos da Expansão Marítima e Industrialização.  
  
Numa trajectória em que a organização industrial em complexo é uma realidade a 
merecer destaque e reflexão: o Complexo Oleiro da Mata da Machada, o Complexo 
Real de Vale de Zebro, os Complexos Moageiros, o Complexo Industrial da 
Companhia União Fabril ou o Complexo do Caminho de Ferro.  
  Os vestígios fabris provam a existência de uma linha diacrónica na qual se 
desenha uma identidade marcada pelo trabalho, por uma cultura tecnológica ligada 
ao gesto diário e profissional e pontuada por uma diversidade cultural, que até 
ao século XIX se articulam com os sectores primários.  
  
São as mãos, em gestos quotidianos que encontramos desde o Neolítico, quando a 
olaria se transforma numa especialização funcional do agregado que vivia na 
Ponta da Passadeira. A partir do século XIV, outras mãos moldam, no Complexo 
Oleiro da Mata da Machada, entre diversas tipologias, as formas do biscoito e do 
pão-de-açucar. Ali perto no Complexo Real de Vale de Zebro outras fabricam o 
biscoito, alimento base das tripulações durante a Expansão, do Terço da Armada 
Real e dos Fortes de Costa. Nos Moinhos de Maré, outras mãos transformam em 
farinha os grãos de cereais, alimentando Lisboa e a confecção de biscoito. 
Outras trabalham na Ribeira do Coina ou nos vários estaleiros de construção 
naval que surgem ao longo da nossa história. Outras, ainda, fabricam em gestos 
profissionais os mais diversos objectos em vidro, iniciando na Real Fábrica de 
Vidros de Coina, no século XVIII, a tecnologia que nos tornará famosos na 
Marinha Grande.  
  
De volta ao século XIX, não posso deixar de referir, na primeira metade, a 
construção dos modernos Moinhos de Vento e o surto da Industria das Moagens que 
representam “uma ruptura significativa na paisagem rural”, segundo Jorge 
Custódio, citado por Ana Nunes de Almeida, no livro “A Fábrica e a Família”, 
1993, de acordo com a mesma fonte e passo a citar “ a moagem teria assim tido um 
papel pivot no processo de transformação do Barreiro que, se não criou a vila 
industrial, pelo menos a fez entrar na era da proto-industrialização.  
  
Será com a inauguração da Linha do Sul, ligando-nos a Vendas Novas, em 1859,e 
com a entrada em funcionamento da Linha do Sul e Sueste, depois de concluído o 
ramal até Setúbal e das Oficinas do Caminho de Ferro, em 1861, que o Barreiro 
não voltará a ser o mesmo.  
  O Caminho de Ferro vem diversificar e reforçar as boas acessibilidades fluviais, 
levando mais longe a nossa ligação a Sul do Tejo, conferindo ao Concelho uma 
maior centralidade 
no território que, hoje, designamos por Área Metropolitana de Lisboa.  
  Está, desta forma, aberto o caminho ao processo de industrialização e 
simultaneamente a um desenvolvimento vertiginoso do ponto de vista urbanístico e 
demográfico - 
as quintas dão lugar às fábricas e aos bairros. Três momentos marcam este 
processo: abertura da Linha do Sul e Sueste e Oficinas do Caminho de Ferro, 
instalação da indústria corticeira e da Companhia União Fabril.  
  Durante muitos anos acorrem à vila, 
expressivamente denominada de “Brasil em miniatura”, pelo jornal “O Eco do 
Barreiro”, de 4 de Outubro de 1930, trabalhadores, famílias inteiras,
vindos de todo o país em busca do pão e do sonho por uma vida melhor. Gente, na 
sua maioria, de língua igual e falas várias a que a vila se acostuma e 
aglutina, compondo um perfil de diversidade cultural e solidariedade quotidiana 
expressa na forte rede associativa.  
  
Desta rede destaco as associações de classe dos ferroviários, dos 
corticeiros, da “malta do saco”, uma notável rede de associações 
humanitárias, nas quais os ferroviários são verdadeiros precursores: os 
Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste (1894), o “Armazém de Consumo” da Caixa de 
Socorros Mútuos do Caminho de Ferro (1896), a Casa do Ferroviário (1922), o 
Instituto dos Ferroviários (1927).  
  Há 150 anos o comboio representou a modernidade, revolucionou os transportes e 
as mentalidades, criou uma classe de ferroviários, hierarquizada, distribuída 
por múltiplas profissões novas, com um saber-fazer novo transmitido de geração 
em geração, muitas vezes dentro do mesmo grupo familiar.  
  Uma classe consciente do seu progresso pessoal e social, consciente dos seus 
direitos e deveres, e do contributo dado ao desenvolvimento da terra que já era 
sua.  
  O Caminho de Ferro é motor do Barreiro Contemporâneo e durante estes 150 anos 
tem sido uma das bases do seu desenvolvimento. Deste Complexo Industrial 
Ferroviário, ainda, nos resta um importante património material: Oficinas e 
antiga Estação, Rotunda das Máquinas, Estação Ferro-Fluvial, Armazém Regional, 
Bairro Operário, material circulante, maquinaria oficinal e ferramentas, um 
importante guindaste…  
  E, também, nos resta um património imaterial plasmado nas vivências de muitos 
barreirenses e particularmente de ferroviários que nos podem ajudar a 
reconstituir os processos técnicos, a sua aprendizagem, o valor económico do 
trabalho produzido, as socializações nos espaços de lazer, solidariedade, 
família, trabalho e luta.  
  &nbsp;Estes 
barreirenses e ferroviários, muito justamente, esperam ver preservado para as 
gerações futuras este património material e imaterial que dá corpo ao Barreiro 
industrializado, moderno e cultural e socialmente diverso e activo.  
  Mas, também, porque a recolha deste passado, o seu estudo e divulgação, a sua 
recuperação e fruição são acções que integram um processo cultural mais vasto de 
valorização do Barreiro, das suas gentes e da cidadania; porque a memória 
colectiva é instrumento fundamental do desenvolvimento humano potenciador de um 
futuro mais participado, socialmente mais coeso e seguramente melhor.   
  
Porém o processo de salvaguarda impõe um conjunto de reflexões prévias, como, 
por exemplo: salvaguardar para quem? e salvaguardar como?  
  
Não esgotando a complexidade das respostas, salientaria a necessidade primeira 
de salvaguardar para a população local, regional e nacional, sempre em 
articulação com programas de turismo social, cultural e no caso específico com o 
turismo ferroviário, impulsionado por associações nacionais e inter-nacionais de 
entusiastas do Caminho de Ferro.  
  
Bem mais complexa, ainda, me parece a resposta à segunda questão, no entanto 
tentarei deixar alguns tópicos para reflexão futura.  
  Salvaguardar com a participação da população, sensibilizando-a e implicando-a na 
elaboração do projecto, na monitorização da sua realização e funcionamento.  
  Salvaguardar encarando este acto como um contributo educativo, valorizador da 
formação dos indivíduos, criando dinâmicas de animação ligadas ao ensino formal, 
não formal e informal.  
  Encarar a salvaguarda como uma intervenção criativa e um factor de 
desenvolvimento no perfil da cidade, do ponto de vista da qualidade de vida nos 
âmbitos urbanístico, social, cultural, económico e ambiental.  
  Como venho referindo a existência de actividade produtiva transformadora com 
especializações funcionais em diversos períodos da nossa história; a existência 
de bens patrimoniais que a atestam; o significado destas produções nos vários 
períodos da história de Portugal; a pequena dimensão do Concelho e a sua 
centralidade apontam para a elaboração de um projecto em rede, com interesse 
para o País, porque neste território ainda é possível realizar uma leitura da 
evolução tecnológica da actividade produtiva ao longo dos séculos, com interesse 
local, regional e nacional, que englobe o património material e imaterial.  
  Um projecto deste fôlego, que se compromete com a coerência histórica da nossa 
identidade, respondendo, ao mesmo tempo a uma lacuna no Pais, necessita do 
estabelecimento de parcerias nacionais, públicas e privadas, bem como de 
concursos comunitários. Uma vez estabelecido o conceito e o projecto global há 
que iniciar o caminho.  
  &nbsp;A celebração destes 150 anos, numa altura em que decorre uma consulta pública 
sobre o Plano de Urbanização do Território da Quimiparque e área envolvente, 
pode ser encarada como uma oportunidade que nos permita a realização de um dos 
núcleos desta Rede Museológica Participada que designamos de Centro Histórico 
Ferroviário do Barreiro.  
  O património material e imaterial existente permite-nos propor, como contributo 
para reflexão, as seguintes valências para o núcleo a criar, que deve funcionar 
em sintonia com o Museu Nacional Ferroviário, com sede no Entroncamento.  
  PRIMITIVA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA- NÚCLEO OFICINAL  
  Relacionado com as técnicas, a investigação e a formação, unindo pontes entre o 
passado, o presente e o futuro nestas áreas e reanimando as peças de maquinaria 
existentes nas oficinas da EMEF.  
  ROTUNDA DAS MÁQUINAS-NÚCLEO SOBRE A HISTÓRIA DO DIESEL  
  Realizando a articulação entre a história do diesel no Barreiro com a exposição 
de uma ou mais locomotivas e a existência de um centro de convívio ferroviário 
como local de encontro, produção, recuperação e venda de materiais.  
  ESTAÇÃO FERRO-FLUVIAL-NÚCLEO DO RIO  
  Ligado à história dos transportes fluviais e dos estaleiros navais no estuário 
do Tejo e na ribeira do Coina, ao longo dos séculos. Com componente de 
restauração, aproveitando a vista de rio, animação (música, pintura, teatro, 
dança, cinema) na zona da gare e turismo nas vertentes fluvial e ambiental. Esta 
valência preencherá uma necessidade da Área Metropolitana de Lisboa, que ao 
estuário do Tejo deve parte muito substancial do seu presente e futuro.  
  ARMAZÉM REGIONAL: NÚCLEO BARREIRO CONTEMPORÂNEO- MEMÓRIAS DE TRABALHO, 
SOLIDARIEDADE E LUTA   
  Organizado de forma interactiva e como um tributo aos homens e mulheres, que nos 
seus quotidianos nos Caminhos de Ferro, nas Corticeiras, na Companhia União 
Fabril, foram guardando e reinventando uma história de progresso e solidariedade 
de que justamente nos orgulhamos e queremos ver preservada, transmitida a todos 
e sobretudo às gerações mais jovens, porque esta história é o lastro identitário 
do nosso futuro.   
    Comunicação realizada por Carla Marina Santos, em representação da Associação 
Barreiro, Património, Memória e Futuro, no Colóquio Internacional sobre os 150 
Anos do Caminho de Ferro no Barreiro: Sessão 4 – O Património Ferroviário, 
Museus e Arquivos.     
  
]]></description><pubDate>Sun, 13 Feb 2011 23:08:58 +0000</pubDate><link>http://barreiroweb.com/movimento/patrimonio/da-linha-do-sul-ao-centro-histrico-ferrovirio-do-barreiro/</link><guid>http://barreiroweb.com/movimento/patrimonio/da-linha-do-sul-ao-centro-histrico-ferrovirio-do-barreiro/</guid></item><item><title><![CDATA[Cartão de Natal 2010]]></title><description><![CDATA[  

      

  
]]></description><pubDate>Mon, 20 Dec 2010 00:57:22 +0000</pubDate><link>http://barreiroweb.com/movimento/imprensa/carto-de-natal-2010/</link><guid>http://barreiroweb.com/movimento/imprensa/carto-de-natal-2010/</guid></item></channel></rss>
