Skewer, mais uma
promissora Banda Barreirense.

O
Barreiroweb esteve á conversa com Valério, vocalista dos Skewer,
para conhecer um pouco mais desta Banda
Barreirense.
Marina Ramalho -Como nasceram os Skewer e
porquê o estilo Rock Alternativo?
Valério - Bom… desde já obrigado pelo apoio e por nos
disponibilizarem um espaço aos Skewer, esperamos que este
entrevista chegue aos olhos de muitas pessoas e que não a deixem
passar despercebida.
Os Skewer surgiram no fim de 2005 após muita conversa entre mim e
o ex-membro Telmo (baixo e backvocals no Mcd), rock alternativo
por que foi o que comecei a ouvir no rock, em fins dos anos 80,
quando passei a dedicar-me de coração á música, acho que bandas
como os Nirvana, Mudhoney, Teenage Fanclub entre outros tinham um
espírito de luta e fizeram tudo ao contrario do que a tendência
pedia naquela época, faziam musica por ama-la e isso me fascinou,
achei muito bom ir contra o modismo do hair metal da época ou dos
gothic, The Cure e outros.
MR - Embora cada Banda tenha o seu próprio estilo, não se pode
ouvir o vosso som sem recordar Nirvana e a onda de Grunge dos
anos 90! Será uma tentativa vossa de trazer de volta o grande som
da revolta dos anos 90?
Valério: Não é uma tentativa de trazer de novo o som ao estrela
to que foi nos fins de 80 e a década de 90, pois é algo que temos
consciência que não volta mais, porem por muito que pareça não
queremos copiar os Nirvana, é mesmo meu modo de compor Rock,
talvez por acordes simples vindo da alma, e por ouvir bastante
Rock Alternativo, também chamado “Grunge” (nome inventado pelas
grandes editoras para o som que vinha de Seattle). Porem somos a
única banda que segue esta linha em Portugal, ainda não vi
nenhuma banda a tocar de forma tão próxima ao Grunge. Estive a
conversar com os Revol outro dia sobre isso, se uma nova banda de
reggae aparece, as pessoas não dizem parece Bob Marley ou querem
imita-lo, por que no Rock tem isso?
MR - Quem escreve as letras?
Valério: Sou eu, letra e música.
MR - Pelo que ouvi do vosso trabalho, os sentimentos que
passam para quem vos ouve são fundamentalmente de dor,
tristeza...alguma influência de experiência pessoal?
Valério: Todas são experiências vividas, Im a Junkie, retrata de
um amigo a qual tinha como irmão em 1994, nós tocávamos juntos,
porem ele envolveu-se em drogas, e fiquei a saber pouco tempo
depois, tentei ajuda-lo, porem não aceitava, o estado lastimável
em que ele começou a ficar era muito triste de ver, até o dia que
desapareceu, ficou em minha memoria, havia perdido um amigo e
irmão, tinha esta musica desde 1998 e só agora pude mostrar.
Forget Im Tired, fala de muitos momentos de minha vida, onde
quero dizer as pessoas para resolverem os seus próprios problemas
e não se meterem em minha vida, pois pensam que por você estar a
fazer musica, eles querem lhe ditar as regras para que tu devas
seguir algumas pessoas aceitam para estar dentro de um circulo,
seja ele de amigos ou de apoios.
MR - Lançamento do vosso trabalho "I need something stronger".
Foram apoiados por alguma editora? Se sim, qual? Se não, como
conseguiram?
Valério: Este Mcd foi todo custeado por mim, porem depois de
alguns meses de seu lançamentos e muitos contactos, conseguimos
com uma pequena editora em Inglaterra, uma distribuição de 1000
copias, só pela divulgação do nome Skewer, porem queria mesmo era
apoio dentro do país para que Skewer ficasse a ser reconhecido
aqui, mas até agora não vi grande interesse, em Portugal temos
feito tudo sozinhos, distribuição do Mcd , em Cd-r, vou tentando
divulga-lo aos poucos , em concertos em rádios onde já tocou na
Popular Fm, Best Rock Fm, Viriato Fm, e brevemente estaremos a
apostar em revistas, pois tenho que esticar o dinheiro, por que
tem sido complicado, Portugal não é um dos melhores países para
trabalhar com musica, não por não ter bons estúdios porem estes
custam dinheiro ou lugar para tocar, até aparece alguns que
tentam nos ajudar, mas e o publico? Como uma banda e os bares
conseguira sobreviver sem retorno? É complicado as pessoas não
ligam se saímos de casa, gastamos com transporte do material +
manutenção dele, chegamos a casa na madrugada cansados e muitas
vezes tocamos apenas para 20 pessoas, acho uma grande falta de
consideração para quem tentar fazer um trabalho a sério
MR - Sendo uma Banda do Barreiro, provavelmente solicitaram
algum tipo de apoios no que toca a concertos. Foi necessário
procurar essa ajuda?
Valério: Acredito que os organizadores de Festivais poderiam
abrir espaços para bandas como Skewer, Revol, A New Hope,
Enfrascados, 17icos e outras tocarem em seus festivais, com
certeza tendo material lá e uma janta as bandas ficariam
satisfeitas com o apoio, pois estariam a mostrar o seu trabalho a
muito pessoal e eles metiam-nas para tocar entre os intervalos
das bandas grandes que eles querem em seus festivais. Penso será
tão difícil assim? Temos uma manager que nos arranja concertos,
temos tocado quase todos os fins de semana, mas o problema é que
a divulgação de uma banda sozinha é fraca e a mente do povo
Português é pequena, se a banda ainda não toca nas rádios, na tv
ou não é do exterior, o pessoal não aparece, nem que fosse para
tomar cerveja, pelo menos bebia a ver a banda, sempre ajudava,
nem que fosse para a banda conseguir uma guita para cobrir os
gastos dos transportes, hoje em dia praticamente quase pagamos
para tocar e provavelmente isso nunca vai mudar.
MR - Na vossa opinião, que tipos de apoios faltam no Barreiro
para ajudar a lançar Bandas da nossa Cidade?
Valério: Primeiro investirem em muita divulgação dos concertos,
colando cartazes não só no Barreiro mas em toda margem sul e
publicações em Jornais, quando eles acontecerem no Barreiro, e
porem em letras grandes o nome das bandas, não só as famosas como
fizeram nas Festas do Barreiro e com o Barreiro Rocks. E que
exista alguma casa ou promotor alguém que se interesse em montar
algo neste sentido, que as bandas possam lá ir tocar e que ganhem
com isso, afinal toda banda tem gastos e que não são poucos,
principalmente aquelas que pagam estúdio para ensaiar.
MR - Concertos para breve? Onde e quando?
Valério: Estamos a terminar a nossa Mini tour nacional encima do
Mcd “I Need Something Stronger”, a tour se chama “ I Need To
Play Stronger”
As próximas datas são: Rocklab dia 21.10.2006 e no Lótus Club dia
10.11.2006 neste ultima que precisávamos mesmo e muito pessoal.
Deixo aqui todas as datas da tour:
I
Need To Play Stronger Tour 2006 – Portugal
31.03.2006 ---» CARCAVELOS – ANGELS BAR
05.05.2006 ---» CORROIOS – RITMUS BAR
12.05.2006 ---» ALCABIDECHE – MURALHAS BAR
28.05.2006 ---» CACILHAS – CULTO CLUB
18.08.06---» BARREIRO / PALCO
JUVENTUDE
09.09.06---» ERICEIRA / MARIA FUMAÇA BAR
15.09.06---» CORROIOS / RITMUS
BAR
22.09.06---» ALCABIDECHE /
MURALHAS BAR
07.10.2006 ---» CACILHAS /
CULTO CLUB
21.10.2006---» MOITA / ROCKLAB
BAR
10.11.2006---» CASCAIS / LOTUS
KLUB
MR - Alguma mensagem que pretendam deixar aos Barreirenses?
Valério:
Saiam de casa, apoiem as bandas, tomem a vossa cerveja, mas não
deixe as bandas sem apoio se continuar fraco, não é só no
Barreiro que as bandas deixam de tocar ou tocam uma vez por ano,
mas em outros lados bares que abrem as portas para que uma banda
mostre seu trabalho fecham, vamos tentar converter esta
mentalidade, vamos mostrar que pode existir uma cena em Portugal,
o Rock também precisa de vosso apoio, tentem sair do Barreiro ou
fazer dele algo produtivo em relação a música, sem o vosso apoio
as bandas não duram. Passem a Palavra!
Abraço a todos que lerem esta entrevista e fica aqui o nosso site
para comentários e para quem quiser saber onde estaremos a tocar.
http://skewer.com.sapo.pt
10/2006
Marina Ramalho/barreiroweb